sábado, 4 de agosto de 2012

GREVE DAS UNIVERSIDADES FEDERAIS

Continua a pleno vapor a greve das Universidades Federais e os alunos vão completar quase 3 meses sem aula. Segundo Marinalva Oliveira, presidente do ANDES, as negociações foram interrompidas unilateralmente, pelo Governo Federal. Um novo agendamento, agora com Aloysio Mercadante (Ministro da Educação) e Miriam Belchior (do Planejamento) está sendo providenciado.
As tentativas norteam um acordo mais flexível, para que o retorno às aulas seja possivel.
Vamos torcer para que o impasse acabe, afinal, nessa queda de braço os alunos viraram marisco.


brasildefato.com.br

Sindicato afirma que a greve deve continuar

sex, 2012-08-03 14:35 — Michelle

Categoria, mobilizada a mais de 78 dias, espera que o governo dê prosseguimento à negociação

03/08/2012
 
Luciene Cruz
Após 78 dias de greve, estudantes das universidades federais do país continuam sem perspectiva de volta às aulas. Segundo a presidenta do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes-SN), Marinalva Oliveira, a expectativa da categoria é “fortalecer a greve” e continuar “insistindo nas negociações”. “Nós acreditamos que ninguém vai voltar a trabalhar”, disse.
“Quem interrompeu o processo de negociação foi o governo e não nós. Foi uma decisão unilateral. A partir daí, nós manifestamos a decisão de fortalecer a greve. A decisão de toda a categoria é continuar o processo de negociação”, disse Marinalva. Representantes dos professores universitários federais vão solicitar audiência com os ministros da Educação, Aloizio Mercadante, e do Planejamento, Miriam Belchior, para tentar flexibilizar a proposta.
Das quatro entidades que representam os docentes federais de ensino superior, três se recusaram a firmar acordo com o governo. Apenas a Federação de Sindicatos de Professores de Instituições Federais de Ensino Superior (Proifes) aceitou a proposta, que prevê reajustes de 25% a 40% e redução do número de níveis de carreira de 17 para 13.
No entanto, a federação representa apenas sete universidades. Destas, uma não aderiu à greve. Das seis restantes, apenas uma, a Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), em São Paulo, aceitou a oferta do governo. As demais seguem em paralisação.
“O governo quando veio com a proposta dele, em nada considerou a proposta colocada pelo Andes-SN. Nós trabalhamos com reestruturação de carreira. Queremos o mesmo percentual de aumento entre os níveis (5%), progressão de carreira segundo critérios de titulação, por tempo de serviço e desempenho que sejam definidos em cada instituição e não como o governo propõe, definido posteriormente. É como se você tivesse assinando um cheque em branco para tua progressão”, disse Marinalva.
Os representantes do Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica (Sinasefe) também não concordaram com a nova oferta. Dados do Andes-SN e do Sinasefe apontam que a paralisação atinge 57 das 59 universidades federais, além de 34 dos 38 institutos federais de educação tecnológica.

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