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quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

REDUÇÃO DA TAXA DE ENERGIA ELÉTRICA "SUB" POLITICAGEM

por Julieta El-Khouri
 
A presidenta Dilma não conseguiu implementar seu projeto de reduzir a tarifa de energia elétrica, conforme previa. Um pequeno grupo de usineiros (14 dentre 123), mas que, em conjunto, representam 25% da energia do país, decidiram rejeitar a adesão ao projeto do governo. Dentre elas ficaram a Cemig (Minas Gerais), a Cesp (São Paulo), a Celesc (Santa Catarina) e a Copel (Paraná), em sua maioria controladas por partidos de oposição do governo Dilma.
Não obstante os percalços politiqueiros, Dilma afirma que fará a redução da taxa de energia, mesmo que tenha que usar recursos do Tesouro Nacional.



 
Brasil de Fato. com

Redução da conta de luz será arma eleitoral em 2014


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Para garantir a redução prometida de 20% nas tarifas, a presidente Dilma Rousseff sinaliza que irá usar recursos do Tesouro Nacional e ataca “insensibilidade” dos adversários; tucanos reagem e, enquanto Aécio Neves diz que Dilma “não tem moral” para criticá-lo, José Aníbal fala em tentativa de ofuscar o Pibinho e o caso Rosemary

 
6 de Dezembro de 2012 às 07:30

sexta-feira, 6 de julho de 2012

GREVE NO SETOR ELÉTRICO


Os trabalhadores do setor elétrico (grupo Eletrobrás) estão parados. As principais reivindicações são melhorias salariais e de trabalho, combate à terceirização, entreoutros. O movimento, que envolve 14 empresas estatais e tem apoio da MAB - Movimento dos Atingidos por Barragens, avisa que, se as reivindicações não forem atendidas entrarão em greve a partir do dia 16 de julho.


Apoio à paralisação nacional dos eletricitários

Os trabalhadores e trabalhadoras das empresas do sistema Eletrobrás encontram-se em mobilização nacional. A paralisação começou nesta quarta-feira (4/07) e envolve 14 empresas estatais, entre elas a Eletrobrás, Furnas, Eletronorte, Chesf, Eletrosul e várias distribuidoras.
Entre os pontos de reivindicações estão melhores condições salariais e de trabalho, defesa de seus direitos, combate à precarização e terceirização do trabalho e a renovação das concessões de energia, que correm risco da privatização. Se as reivindicações não forem atendidas pela Eletrobrás, os trabalhadores entrarão em greve por tempo indeterminado a partir do próximo dia 16.
O Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) apoia a greve dos eletricitários. Entendemos que a greve é justa e que é obrigação do Estado brasileiro, do governo e do sistema Eletrobrás atender integralmente a reivindicações destes trabalhadores.
Mesmo em período de crise internacional, as empresas de energia estão obtendo lucros extraordinários e recordes históricos e mesmo assim querem aumentar ainda mais a exploração sobre os trabalhadores para aumentar suas taxas de lucratividade e enviar volumes de riqueza cada vez maiores aos seus acionistas.
O modelo energético de concepção e controle privado privilegiou as empresas e penalizou a população brasileira e os trabalhadores com o aumento da exploração, com as condições de trabalho são cada vez piores, a terceirização aumenta a cada dia, as jornadas de trabalho são cada vez mais longas, as tarifas de energia se transformaram nas mais altas do mundo e a qualidade do serviço despencou.
Portanto, não temos dúvida nenhuma que a luta dos trabalhadores eletricitários é necessária e justa e merece ser atendida pois é de interesse da categoria e de todo povo brasileiro. A aliança entre o campo e cidade, entre atingidos e trabalhadores da energia é fundamental para obtermos vitórias.
Neste momento, nós do MAB nos solidarizamos e nos colocamos em defesa e a disposição dos eletricitários e convocamos todas as organizações do campo e da cidade para reforçar a luta e prestar solidariedade às suas reivindicações.