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sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

STF EXACERBA E QUER CASSAR PARLAMENTARES

por Julieta El-Khouri
 
Está ficando esquisita a coisa. Se ficar o bicho pega, se correr o bicho come. Joaquim Barbosa é um dos magistrados mais sérios que o Brasil já teve. Entretanto, não pode pretender exacerbar de suas possibilidades açoitando a Constituição Federal. Conforme pode ser verificado nos artigos abaixo, o poder de cassar deputados ou senadores é prerrogativa das Casas Legislativas, do Poder Legislativo e não do Judiciário.
Melhor respeitar o sistema Tri-Partite, nosso pilar democrático.
Veja os artigos constitucionais.
 
Art. 15. É vedada a cassação de direitos políticos, cuja perda ou suspensão só se dará nos casos de:
I - cancelamento da naturalização por sentença transitada em julgado;
II - incapacidade civil absoluta;
III - condenação criminal transitada em julgado, enquanto durarem seus efeitos;
IV - recusa de cumprir obrigação a todos imposta ou prestação alternativa, nos termos do art. 5º, VIII;
 
Art. 55. Perderá o mandato o Deputado ou Senador:
I - que infringir qualquer das proibições estabelecidas no artigo anterior;
II - cujo procedimento for declarado incompatível com o decoro parlamentar;
III - que deixar de comparecer, em cada sessão legislativa, à terça parte das sessões ordinárias da Casa a que pertencer, salvo licença ou missão por esta autorizada;




Brasil247.com

Seguindo Barbosa, STF pode abrir crise institucional

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Ministros Gilmar Mendes, Marco Aurélio Mello, Luiz Fux e Celso de Mello, devem acompanhar a decisão do ministro Joaquim Barbosa, determinando a cassação dos parlamentares João Paulo Cunha, Valdemar Costa Neto e Pedro Henry. Decisão também impediria a posse de José Genoíno, mas o presidente da Câmara, Marco Maia, já avisou que não aceita e que a prerrogativa é do Poder Legislativo. "Não vou cumprir", avisa Maia. "A deliberação da casa tem efeito meramente declaratório", retruca Barbosa. Embate à vista

 
7 de Dezembro de 2012 às 06:35

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

JULGAMENTO DO MENSALÃO

por Julieta El-Khouri

Começou o julgamento do mensalão e parece que a chapa está esquentando. O ministro revisor do processo, Ricardo Lewandovsky, quer, agora, permitir o desmembramento do processo para que os réus que não têm foro privilegiado sejam julgados separadamente. Já o ministro Joaquim Barbosa considera isso uma deslealdade, porque entende que o ministro revisor poderia ter se manifestado anteriormente sobre isso.
Com certeza, Barbosa tem razão. Imagine em quanto tempo isso retardaria o julgamento do processo. Será isso mais uma armação do Judiciário para protelar o julgamento para o período pós-eleitoral? Que vergonha!




br.reuters.com - 02/08/2012

Julgamento do mensalão começa com atrito entre ministros

quinta-feira, 2 de agosto de 2012 15:15 BRT
 
BRASÍLIA, 2 Ago (Reuters) - O julgamento dos acusados de envolvimento no chamado mensalão no Supremo Tribunal Federal (STF) começou com um atrito entre o relator do caso, ministro Joaquim Barbosa, e o ministro revisor do processo, Ricardo Lewandowski.
O clima esquentou após Lewandowski se colocar favorável ao acolhimento da questão de ordem apresentada pelo advogado e ex-ministro da Justiça Márcio Thomaz Bastos -que representa José Roberto Salgado, ex-diretor do Banco Rural-- pedindo o desmembramento da ação para que os réus que não têm foro privilegiado não fossem julgados pelo Supremo.
Instantes antes do pronunciamento do ministro revisor, Barbosa colocou-se contra a questão de ordem, considerando-a "irresponsável".
"Isso é uma deslealdade", disse Barbosa a Lewandowski, alegando que, como revisor do processo, ele poderia ter se manifestado pelo desmembramento meses atrás.
Lewandowski pediu que lhe fosse garantida a palavra e rebateu. "Acho que é um termo muito forte", disse referindo-se à declaração de Barbosa. "(Sua fala) está prenunciando que este julgamento será muito tumultuado."
O plenário da Corte analisa agora se acatará ou não a questão de ordem levantada por Bastos com a continuação da manifestação de Lewandowski.
Barbosa levantou de sua cadeira e deixou o plenário da Corte durante a fala do revisor.
(Reportagem de Ana Flor e Hugo Bachega; Texto de Eduardo Simões)


quarta-feira, 16 de maio de 2012

DEPOIMENTO DE CARLOS CACHOEIRA É ADIADO

O Judiciário continua fazendo ouvidos de mercador aos apelos da população.
De tudo fazem para retardar o processo.
Confusão na CPMI.
Os ministros do Supremo Tribunal Federal estão se atropelando. Nos trâmitres procedimentais, um ministro adota um comportamento e o outro, anda na contra mão. Duas decisões diferentes sobre o mesmo assunto, emanadas da mesma casa. Enquanto Ricardo Lewandowsky nega acesso aos documentos da CPI aos advogados do contraventor, o ministro Celso de Mello permite o seu não comparecimento para depor, motivado pela falta de acesso aos documentos. E aí?


brasil247.com - 15/05/2012

STF se contradiz em decisões sobre Cachoeira

STF se contradiz em decisões sobre Cachoeira 
Foto: Edição/247

Paradoxo foi apontado pelo senador Pedro Taques; o STF de Celso de Mello não permitiu que a defesa de Cachoeira acessasse os documentos da Monte Carlo, mas permite que ele não compareça à CPI por não ter tido acesso a esses documentos; "Qual decisão devemos cumprir?", questionou

15 de May de 2012 às 16:28
247 – O senador Pedro Taques (PDT-MT) apontou, nesta terça-feira 15, um paradoxo em duas decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) acerca do caso Cachoeira. Após negar acesso de Márcio Thomaz Bastos, advogado de Cachoeira, ao inquérito da Operação Monte Carlo, o mesmo STF expediu habeas corpus permitindo que Carlinhos Cachoeira não comparecesse à CPI que investiga suas ações baseado na ausência das informações que lhe foram negadas. "Qual decisão devemos cumprir?", questionou o integrante da CPI do Cachoeira.
Quem negou os documentos do inquérito da Operação Monte Carlo à defesa de Cachoeira foi o ministro Ricardo Lewandowski. Já o habeas corpus que permitiu o adiamento do depoimento de Cachoeira foi concedido pelo ministro Celso de Mello nesta segunda-feira 14. "Expressando respeito ao ministro Celso de Mello, ele está inviabilizando o trabalho da comissão", disse Pedro Taques, que propôs a apresentação de um pedido de reconsideração a Celso de Mello.
O presidente da CPI do Cachoeira, Vital do Rêgo (PMDB-PB), já solicitou aos assessores jurídicos da comissão que elaborem o pedido de reconsideração e, para encerrar o impasse, os integrantes da CPI mista deliberaram por permitir aos advogados de Cachoeira acesso à sala que abriga os documentos da Operação Monte Carlo. Novo pedido de convocação de Cachoeira deve ser votado.



Mas, as providências para contornar o mal entendido já foram tomadas. Uma nova data, com prazo razoável, está sendo marcada.
O país inteiro está esperando o depoimento do Carlos Cachoeira; esperando os Governadores serem convocados; querendo ver o desfecho dessa lama toda e saber se os verdadeiros ladrões do erário serão punidos, e o que acontece? Um pequeno incidente. Um incidente que retarda os trabalhos da CPMI e resfria os ânimos da população. Um incidente que, entre outros tantos que virão, ajuda a empurrar para o esquecimento um mar denúncias que vemos pela rede social e pela mídia. Até quando o poder judiciário continuará agindo assim? Você acha mesmo que foi involuntário?


Jornal do Brasil - 15/05 às 19h03



Mello diz que CPI deve estabelecer prazo 'razoável' a Cachoeira

Portal Terra  
O ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou nesta terça-feira que a liminar que suspendeu o depoimento de Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, na CPI mista do Congresso perdeu efeito com o acesso dos advogados aos documentos mantidos sob sigilo. De acordo com o ministro, o acesso aos autos do processo era o único obstáculo para a convocação, mas a CPI precisa estabelecer um prazo "razoável" para a análise dos documentos.
"Eu acho importante que o presidente da CPI comunique formalmente ao Supremo a superação do obstáculo que impedia ao paciente (Cachoeira) o acesso aos documentos. Se eventualmente esse acesso se confirmar, sem dúvida pode resultar na prejudicialidade do habeas-corpus por perda de objeto", disse o ministro. "Nada impede que o presidente da CPI estabeleça um prazo razoável. Pessoalmente, não tenho condições de estabelecê-lo."
Os parlamentares que compõem a CPI marcaram o depoimento de Cachoeira para o próximo dia 22. A advogada Dora Cavalcanti, que defende o bicheiro, afirmou que deve ter acesso amanhã aos documentos em poder da comissão, mas ainda não sabe se conseguirá analisar tudo até o dia do depoimento.
Segundo Celso de Mello, a liminar que suspendeu os depoimentos segue em vigor mesmo com a abertura da "sala secreta" da CPI aos advogados. "A liminar está em vigor até o momento em que o Supremo analise o mérito ou se antes houver uma ação que prejudique isso, como a comunicação do fato pela CPI", disse.

Carlinhos Cachoeira 
Acusado de comandar a exploração do jogo ilegal em Goiás, Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, foi preso na Operação Monte Carlo, da Polícia Federal, em 29 de fevereiro de 2012, oito anos após a divulgação de um vídeo em que Waldomiro Diniz, assessor do então ministro da Casa Civil, José Dirceu, lhe pedia propina. O escândalo culminou na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Bingos e na revelação do suposto esquema de pagamento de parlamentares que ficou conhecido como mensalão.
Escutas telefônicas realizadas durante a investigação da PF apontaram contatos entre Cachoeira e o senador democrata Demóstenes Torres (GO). Ele reagiu dizendo que a violação do seu sigilo telefônico não havia obedecido a critérios legais.
Nos dias seguintes, reportagens dos jornais Folha de S.Paulo e O Globo afirmaram, respectivamente, que o grupo de Cachoeira forneceu telefones antigrampos para políticos, entre eles Demóstenes, e que o senador pediu ao empresário que lhe emprestasse R$ 3 mil em despesas com táxi-aéreo. Na conversa, o democrata ainda vazou informações sobre reuniões reservadas que manteve com representantes dos três Poderes.
Pressionado, Demóstenes pediu afastamento da liderança do DEM no Senado em 27 de março. No dia seguinte, o Psol representou contra o parlamentar no Conselho de Ética e, um dia depois, em 29 de março, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Ricardo Lewandowski autorizou a quebra de seu sigilo bancário.